Mercado pet capixaba se reorganiza após crise na segurança pública

A crise na segurança pública no Espírito Santo trouxe prejuízos que podem passar dos R$ 300 milhões aos lojistas nesses dias de portas fechadas. A estimativa é da Federação do Comércio e Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES). O valor não inclui as depredações e os assaltos.

Com a paralisação da Polícia Militar e o clima de insegurança nas ruas, estima-se prejuízo no comércio do estado em torno de R$ 45 milhões por dia com as lojas fechadas. O levantamento, realizado pela Fecomércio, considera o PIB do comércio do Espírito Santo diário como o valor máximo que poderia ser perdido em um dia parado e a quantidade de dias úteis perdidos.

O mercado para animais domésticos do Espírito Santo de quase 2.000 médicos veterinários, aproximadamente 500 banhistas e tosadores (não existem números exatos), comerciários, representantes comerciais e muitos prestadores de serviços não cadastrados arrecadou 2% do total do de 19 bilhões de produtos faturados no Brasil no ano de 2016. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) que atualiza os custos médios de manutenção de cães, gatos e outros animais.

O supervisor de vendas da Estima distribuidora veterinária Marcelo Arruda declarou que somos um estado de trabalhadores e um setor organizado. Certamente vamos vencer este periodo horrivel e reorganizar as finanças das empresas.

“O mercado pet capixaba especificamente é formado por pequenas e médias empresas que em sua maioria o capital de giro é limitado. Com uma semana parado o impacto é muito grande. BOA parte do faturamento do nosso setor é oriundo de prestação de serviços como banho e tosa, consultas médico veterinários e outros como os que passeiam com animais, hoteis e creches. É momento DE ANÁLISES E MUITO  TRABALHO”.

“Graças a Deus não fomos atingidos diretamente por saques ou arrombamentos. Mas vamos superar tudo isso, JÁ RECOMEÇAMOS OS TRABALHOS, os empresários do mercado pet capixaba são determinados e tenho certeza que vamos VIRAR ESSA PÁGINA, não vai ser fácil, mas somos um povo trabalhador”.

O empresário Lawreans Krobel Bacelar da Casa de Rações do Alemão em Cristóvão Colombo, Vila Velha declarou que o setor pet viveu momentos muito dificeis.

“Nossos clientes precisavam comprar ração, produtos, remédios e o pior ficaram impossibilitados de levar seus animais para tratamentos aos médicos veterinários. Realmente foi uma semana atemorizada para todos, mas estamos confiantes que tudo se resolverá”.

“O grande problema é que com uma semana de mercado parado afeta a todos os setores deste mercado e da vida particular da sociedade, são boletos não pagos, funcionários parados, e infelizmente muitos demitidos, um monte de impostos, tudo isso acumulado para ser pago”.

“As Forças Federais continuam no estado e a população está se sentindo bem mais segura para voltar à rotina normal. Espero que o governo olhe para a sociedade porque nós quem vamos pagar o preço”.

O médico veterinário Vinicius Ribeiro da Clinica Veterinária Continetal em Serra, ES declarou que trabalhou com as portas fechadas.

Foram dias de medo, ir para a clinica ou retornar para casa causava muito medo a todos nós. Ainda tem gente desconfiada, mas o cenário já é bem diferente, com mais pessoas pelas ruas”.

Devido ao não faturamento neste momento,  o medico veterinário decidiu parcelar seus tributos.

“O grande problema foi é o acumulo de boletos, tributos, pagamentos de serviços, isso trás muita preocupação precisamos pagar em dia cada custo ou produto. Veja bem, esta semana que ficamos parados foi o período de arrecadação para honrarmos nossos compromissos com o governo, Para que a clinica continue funcionando normalmente procuramos as entidades e parcelamos. Em ias poucos já vamos entrar novamente no período de arrecadação para pagamento de folha funcionários e honorários de médicos veterinários.  

“É meio que um malabarismo, mas numero é fato real, então pagamos um boleto hoje, trabalhamos amanhã, negociamos outros e vamos recomeçando a vida sempre com equilíbrio para não errar, senão o prejuízo deste acumulo vira uma bola de neve”.

Alguns empresários atenderam com as portas fechadas por necessidade extrema, pelo compromisso com funcionários e fornecedores que precisam receber. Apreensivos, médicos veterinários e servidores trabalharam com horário reduzido e com portas fechadas. Qualquer barulho assustava, a maioria afirmou que passaram o dia apreensivos, estressados ou até desesperados.

Paulo do Amaral

Jornalista fundador do Vida Pet News – O Portal Capixaba de noticias dos animais – https://www.facebook.com/VidaPetNews

Deixe uma resposta